sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Post relâmpago: Top 10 BR anos 00



Lista que enviei ao @liviopv do bloodypop - como eu disse no twitter: não ouvi nem um terço dos álbuns nacionais da década que gostaria de escutar. Coloquei link para os 5 primeiros, o resto vocês se virem.



01.Tom Zé - Estudando o Pagode (Na Opereta Segregamulher e Amor) ('05)




02. Los Hermanos - 4 ('05)




03. Guizado - Punx ('08)




04. Caetano Veloso - Zii e Zie (09)




05. Mauricio Hornek - Today's Punk Record ('05)




+ esse bonus que eu jamais teria a coragem de colocar diretamente aqui. Mas a genialidade é incontestável.



06. Los Hermanos - Ventura ('03)
07. Rômulo Fróes - No Chão, sem o Chão ('09)
08. Marisa Monte - Universo Particular ('06)
09. Gui Boratto - Chromophobia ('07)
10. Bnegão & Os Seletores de Freqüência - Enxugando Gelo ('03)


Menção: Hurtmold - Hurtmold ('07); Marcos Valle - Jet Samba ('05); São Paulo Underground - Sauna: Um, Dois, Três ('06)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Podcast #04: Top 50 > #40 - #31

Finalmente um novo podcast. Enquanto eu não arranjo um modelo mais prático - visto que o meu login no soundcloud expirou. Assim será.

Podcast Ssoleil #04





Agradeço se alguém me aconselhar algum site/dica/etc.

sábado, 5 de dezembro de 2009

discos: top50 / #46 - #41

Abaixo o restante dos álbuns a serem conferidos da #46 a #41 posição desse top50 com seus devidos links.
Já estou trabalhando no podcast para as próximas dez posições, só não posso garantir que ele saia amanhã, pura e simplesmente pelo evento que será o jogo Flamengo v Grêmio e seu possível pós-jogo. Vou tentar lançar esse podcast amanhã cedo, antes de sair, mas não garanto nada.
Fora isso pediria para os que baixassem os álbuns comentassem se a hospedagem está ok. Ando com problemas nessas plataformas de hospedagem vagabundas e estou a procura de uma que seja minimamente decente (pensava isso do rapidshare, mudei de idéia).




#41. Exile – Radio (2009)




Link
VBR



Radio seria um álbum de hip hop instrumental? É o gênero costumam determinar para o novo álbum de Exile, DJ que ficou conhecido no meio por sua produção com o rapper Blu (Below the Heavens, 2007). Diria que o produtor foi muito mais longe, e não cabe a nós conceber um estilo esse trabalho.
Está certo que as influencias do hip hop estão presentes ao longo de todo álbum, mas ao ouvir “Population Control”, nos deparamos com um dubstep torto; ou em “It’s Coming Down” um soul elétrico; ou então o bate-estaca cafonão 80's que abre o mash-up de “Mega Mix”. Radio é uma convergência de gêneros em estado pleno. Mas discutir o que deve ou vem a ser... é uma poeira tamanha a expressão que esse álbum tem para a música contemporânea.
A temática radiofônica presente aqui manifesta assuntos correntes como a liberdades de expressão, mas a partir de um caráter criativo: ao fim de cada faixa, Exile nos expõe uma propaganda ou trecho de rádio sobre algum assunto polemico (ou não) como no caso de “Love Lines” e seu anuncio sobre o medicamento marijuana e seus benefícios comentados ao estilo de um audiolivro de auto-ajuda.
O crítico do rateyourmusic Nodima, dividiu em sua crítica o álbum em três momentos distintos: Esquizofrenia; Desafio; Diversão. Imagino que ele tenha escolhido os conceitos ideais ao álbum, o resto vocês podem ler na sua review.
Acredito que Radio mereça ser ouvido mais vezes por mim, não duvido que dentro em breve suba do patamar de álbum excelente para obra-prima, afinal, é um álbum épico e “transmite” o mundo como pouquíssimos.




#42. Avey Tare and Panda Bear - Spirit They're Gone Spirit They've Vanished (2000)





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192kbps



Essa perola da dupla do Animal Collective merecia muito mais atenção do que lhe foi concedida pela mídia. Spirit They’re Gone é como um bom conto de fadas empoeirado no fundo de uma biblioteca, que não é lido há décadas. Nessa obra, David "Avey Tare" Portner e Noah "Panda Bear" Lennox deram os primeiros passos rumo ao mainstream que se transformou banda posterior, que comento mais a frente.
Através de uma sonoridade neopsicodélica e experimental, realizaram o álbum de temática sombria e com impressões infantis (“Penny Dreadfuls”; “Bat You’ll Fly”). Executar esse álbum em momento de relaxamento profundo é como caminhar por uma floresta cheia de seres estranhos. O mais fantástico de Spirit... é o complexo processos de vocalização entrelaçada a essência acústica, algo que se tornaria uma das marcas do Animal Collective anos mais tarde – cito o Sung Tongs, afinal, após este a banda já se modificou diversas vezes, embora sempre mantenha o seu caráter vocal.
Creio que seja muito complicado discorrer muito mais sobre o álbum. Por isso, peço a vocês que deixem a procrastinação de lado e ouçam essa peça injustiçada.




#43. Björk – Vespertine (2001)





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320kbps



Após uma obra-prima (Homogenic) e uma atuação brilhante (Dançando no Escuro), Björk reapareceu no início do século com mais uma revolução musical para o pop. Mas tal virtude não é nenhuma novidade para a cantora que se transforma a cada trabalho.
Em Vespertine as suas tendências para o imaginário intimista e alienígena vão ainda mais longe, se aproximando às características do seu país de origem (Islândia).
Calcado numa sonoridade que se assemelha ao chill out, lounge unificado ao “folk” escandinavo (harpas e corais) e ao caráter único da cantora, que vai desde a sua maneira de cantar, a produção rebuscada – que flui não natural quando um rio calmo. A utilização do coral feminino da Islândia já inicia uma travessia ao “álbum vocal” que Björk concretizaria no seu próximo álbum (Medúlla).
Todo ambiente mágico impresso em Vespertine merece atenção na especular carreira de Björk, destaque também para o álbum ao vivo: o melhor da seqüência de performances lançadas pela cantora.






#44. Modest Mouse – The Moon & Antarctica (2000)




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224kbps



Após dois grandes álbuns na década de 90, Modest Mouse resolveu assumir uma postura mais agressiva na produção de Moon & Antarctica e inovou os conceitos do “indie rock”. M&A busca compreender o planeta Terra através da maneira fria que o ser humano “conduz” as coisas, levando-o ao caos (“and that's how the world began / and that's how the world will end”, trechos da faixa de abertura “3th Planet”).
A variedade de harmonias e arranjos nas canções traduzem passagens insólitas e catárticas – as vezes na mesma música, como em “The Stars Are Projectors” -, entrelaçadas por faixas de puro entretenimento - e ironia, diria – como em "Paper Thin Walls" e "Life Like Weeds". Aliando essas características às composições sublimes de Isaac Brock, comprova-se que a banda, em The Moon & Antarctica, chegou a seu estado de maturidade plena, concretizando sua obra-prima.




#45. J Dilla – Donuts (2004)




Link
320kbps



Não é preciso se esforçar muito para gosta do álbum póstumo de J Dilla. Uma das produções mais divertidas que o hip hop já nos reservou. Uma viagem radiofônica (a transição de faixa dá exatamente essa idéia) pelo gênero, os “donuts” são reservados a todos: desde as canções da black music dos 60’s, até os beats do surgimento do hip hop.
O trabalho de repetição das faixas é encantador, a sensação que certa subversão – ideal - me remete aos trabalhos audiovisuais do Martin Arnold (procurar por Alone no youtube).
Em meio a um trabalho tão genial, o fim desse álbum nos revela, claramente, uma sensação de tristeza pelo fato de J Dilla ter falecido tão cedo. Mas além de Donuts (que foi lançado três dias antes de morrer, 7 de fevereiro), o tributo de Madlib (Vol. 5: Dil Cosby Suite) à seu amigo merece a devida atenção (relaxem que ele aparecerá em altas posições por aqui).
Quando eu fizer um filme, vou pensar seriamente na possibilidade de subir os créditos com “Last Donut of the Night”.






#46. The Microphones – The Glow, Pt. 2 (2001)




Link
192kbps



The Glow, Pt. 2 é um dos mais brilhantes álbuns de lo-fi da década. Phil Elvrum, sob a alcunha de Microphones, faz uma travessia pelo minimalismo através de uma incursão a um experimentalismo com toda dose de introspecção de um Daniel Johnston ou mesmo de um Elliott Smith, embora siga os mesmos caminhos musicais opostos ao último, musicalmente falando.
As três faixas iniciais (“I Want Wind to Blow”; “The Glow, Pt. 2”; “The Moon”) podem ser consideradas referência para o álbum, afinal, o que se segue são uma sequência de faixas curtas que formam uma espécie de teia que pulsa através das distorções; passagens acústicas; vocais arrastados; percussões. The Glow, Pt. 2 deu um passo expressivo na música contemporânea americana no início do século; e um parecer para artistas do underground como Pumice, Evangelista, TwinSisterMoon ganharem o mínimo de atenção das mídias especializadas.
Um álbum para que ouvir no volume máximo. Para se ouvir no volume mínimo. Um álbum para se ouvir.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

discos: top50 / #50 - #47

Gostaria de ter colocar o álbum do Microphones nessa leva. Mas ficará para o próximo post...


#47. Antony and the Johnson – I am a Bird Now (2005)




Link
224 kbps


A forma como a voz de Antony abre o álbum em “Hope There’s Someone” – uma das canções mais sublimes da década – é um ato único de beleza. Aliás, a palavra “única” está totalmente à associada a esse cantor. Seu estilo vocal não se pode ser comparado a nenhum outro, mas é possível lembrar outros vocais únicos que especial das décadas de 60 e 70, como Marvin Gaye, Roy Orbinson, Otis Reading e Nina Simone, está última certamente uma das grandes influencias de Antony.
Na capa; o retrato em preto e branco da transexual Candy Darling, uma das estrelas do Andy Warhol, em seu leito de morte, explica muito do que Antony procura transmitir ao longo de seu álbum. De maneira bem autoral, característica que fica explicita através de letras que falam de um universo bem particular; as parcerias com Boy George e Lou Reed, ídolos do cantor; além das referencias calcadas no soul e no jazz estão entre as virtudes de I am a Bird Now.




#48. Wilco – Yankee Hotel Foxtrot (2002)





Link
192 kbps


Para alguns vai ser degradante ver esse álbum tão distante das primeiras posições. Fato é que ele já subiu e desceu tanto no meu conceito... Acabou se fixando numa posição respeitável (ao meu ver). Seu alt-country experimental de produção rebuscada e seu alto teor de romantismo nas letras (leia-se pelo título de algumas canções I Am Trying to Break Your Heart; I'm the Man Who Loves You) fez a crítica cair de amores pelo álbum, em um uníssono lá por 2002. O vocalista, Jeff Tweedy naquela época chegou a ser nomeado o Bob Dylan dos nossos tempos por algumas revistas (menos, menos...).
Certamente, eu não serei o responsável por colocar em dúvida a importância de Yankee Hotel Foxtrot para a década. Um álbum que une o pop a um brando experimentalismo de uma maneira respeitável. O mais fantástico é notar a quantidade de canções com melodias ‘catchy’, acredito que todas, cada uma a sua maneira – confesso que há três anos atrás ouvi insanamente por meses Pot Kettle Black. É necessário destacar a contribuição direta do Jim O’Rourke (antes de mais nada, de importância evidente na atualidade e em algum momento ex-Sonic Youth) na produção do álbum.
Para finalizar, sendo muito sincero, não sei nem porque estou perdendo tanto tempo resenhando esse álbum, visto que praticamente já o conhece, ou mesmo aqueles que não ouviram deve simplesmente fazê-lo. É daqueles discos que vai te acompanhar para o resto da vida, usual para os momentos de depressão e de alegria. Fora isso, Não há muito o que discutir. YHF explica o conceito de “pop se arriscando...” Se Wilco não foi o primeiro grupo a tenta isso, certamente foi um dos que mais acertou na idéia.







#49. Clipse - Hell Hath No Fury (2006)





Link
192 kbps


Com uma produção que trás samplers secos e funcionais, de uma precisão inegável. Os ritmos são atípicos para o gênero, recheado de estruturas e referências únicas: as percussões afro de Wamp Wamp; os coros sombrios de Keys Open Doors; os sintetizadores de Hello New World...
O que ainda chama a atenção é a qualidade dos hits: Momma I’m Sorry te leva para desfilar pelas praias de Miami em um carro tunado – usaram essa canção para trilha de algum dos Velozes e Furiosos? Já está na hora. O brilhante clipe de Mr. Me Too revela exatamente os passos de (dança) da canção. Hell Hath No Fury é visceral, e busca a criatividade no minimalismo dos samplers. Por essas características acaba revelando-se revolucionário para o hip hop.


PHARRELL - MR ME TOO from 0Woei on Vimeo.







#50. Interpol – Turn on the Bright Lights (2002)




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256 kbps


A década foi marcada pelo retro e o revival. Uma lista extensa de artistas sugaram os anos 70 e em especial, 80 para o momento atual. Na sua grande maioria o fizeram de maneira ultrajante. Porém, entre as obras que se assimilam às características acima, certamente um dos principais destaques foi o debut do Interpol. Agregando a áurea oitentista dos seus riffs cheio de delays e letras soturnas ao peso e uma complexidade de arranjos bem contemporânea, Turn on the Bright Lights é considerado um marco no rock para muitos.
O álbum reflete bastante do cenário do rock mainstream no início do século: na busca desenfreada por um gênero próprio (algo que não ocorreu e tem remotas possibilidades de ocorrer). Diria que Interpol contribuiu bastante com a reciclagem na palavra “tradição” dentro da música, A princípio não é necessário se copiar para mantê-la, é possível recriar a partir dela. Mas aparentemente o grupo despejou toda sua capacidade de criação, visto que seus sucessores não refletem nem a metade do que o primeiro álbum foi.

domingo, 29 de novembro de 2009

Podcast #03: Top 50 > #50 - #41

Podcast#03- 50-41 by thiagoortman







Sumi quase um mês e não postei mais nenhum álbum por aqui. Tive momentos bastante conturbados. Mas é final de ano, final de década (para a internet). Me sinto no dever de divulgar minha lista de melhores álbuns... portanto, decidi 'retalhá-la': vou anunciá-la através do podcast, sendo 10 faixas por semana, cada uma representando um álbum.

Ao longo da semana, irei hospedar os digníssimos (álbuns) e caso tenha tempo - algo que será possível na próxima semana, porém, impossível nas outras até o natal - vou fazer uma breve resenha dos dito cujos.

Para ficar mais "emocionante", eu não vou transcrever a lista com o nome das músicas, respectivos álbuns e etc como nos outros dois podcasts, deixarei isso para o dia seguinte (vulgo 'amanhã'). Mas para não deixar todo mundo na curiosidade, embaixo da timeline do podcast você vai notar que tem o nome das músicas e artistas, caso os mais ansiosos queiram ver o que tem na lista, eles olham logo ali... enfim, façam como quiser. Ouçam se tiverem disponibilidade e comentem se tiverem saco.

Nesse podcast os discos da #50 a #41 posição, obviamente.


Agora vamos aos Ps...

ps1: Se você não sabe, entenda desde já: eu amo listas, especialmente o processo de criá-las e/ou participar de alguma delas. Elas podem não dizer nada. Mas o puro processo de criação dela já me diverte.

ps2: Como qualquer lista, essa vai gerar polemicas, mas essa é a idéia. Claro que coisas vão ficar de fora, outras serão absurdas para alguns - e.g. tenho certeza que tem álbuns nesses #50 a #41 que estariam ou estarão no top10/5 de muita gente - , enfim, antes de mais nada é o meu gosto. Se merece respeito ou não, não cabe a mim decidir, mas aceitarei na boa discodâncias e elogios, é claro, com respeito e sem arrogancia. Obrigado.

ps3: 'Quer dizer que se você ouvir um álbum, gostar muito, você modificará seu top50?' Não, quer dizer, mais ou menos, se daqui pra frente ouvir algo que mereça estar no top, colocarei no oficial, mas não vou adicionar aqui.
Mas existe uma possibilidade para que isso ocorrá. Caso um álbum x lá da frente sair do top e o y entrar, não modificará a quantidade de álbuns na lista. E outra, vocês provavelmente nem ficarão sabendo! :)

ps4: Ao final do ano (lá pro dia 27 de dezembro) vou soltar o top100.